quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Descendencia

Bom as pessoas pensam que vim de outro país,por causa dos meus olhos e do meu nome,mas sou 100% brasileira e niteroiense !!!!!!!! Mas voltando ao assunto,eu tenho descendência em Português(Português mesmo),libanês e indigena (indios da Cachueira de Macacu e indios tupi (eu acho!ainda estou pesquisando.).E a opinião das pessoas sobre mim é um pouco assustador,uns dizem que eu pareço com Isis (deusa egipsia),outros dizem que pareço com Pérsefone (deusa grega).Mais ainda não sei da onde veio os olhos puxados...

P.S.:Já chegou ao ponto de me chamarem de Lillith !!!!! Cruzes tá amarrado!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

- VLAD TEPES -

 

www.adoravelnoite.com  - Fonte

O Príncipe Vlad Tepes, o personagem histórico que deu origem ao mito do Drácula, foi governante da Wallachia em 1448, de 1456 a 1462 e em 1476. O nome romeno Draculea (filho de Dracul) foi-lhe concedido pelo seu pai, Vlad III, chamado Vlad Dracul por pertencer à Ordem do Dragão.

 

Vlad Tepes ganhou o nome romeno Tepes, que significa Empalador, devido à forma como punia os seus inimigos, forma de tortura muito usada na altura, nomeadamente pelo seu primo Stefan cel Mare. No empalamento, o corpo era trespassado por uma estaca de madeira sem tocar em nenhum órgao vital, o que fazia com que a pessoa sofresse terrivelmente por um período não inferior a 48 horas antes de morrer.



VLAD TEPES: o verdadeiro Drácula

Por Mary Farah e Rodrigo Capozzi do antigo site Vampcastle. - 1998



Para falar de Drácula, o verdadeiro, vamos saber um pouco sobre o seu passado, principalmente sobre seu pai, Vlad Dracul. O verdadeiro Drácula, era um príncipe que viveu na Valáquia, chamado Vlad Draculea. Ele nasceu por volta do ano de 1431, na Transilvânia, na cidade de Sighisoara, Romênia (Schassburg, em alemão). Esta cidade está localizada a cerca de 40 quilômetros ao sul de Bistrita. A casa em que ele morou é identificada por uma placa, que identifica que seu pai, Dracul, morou ali de 1431 a 1435.
A mãe de Drácula, princesa Cneajna, da dinastia Musatin da Moldávia (cidade vizinha), criou o jovem Drácula com o auxílio de suas damas de companhia, dentro de casa. O pai de Drácula tinha uma amante de nome Caltuna, que teve um filho também chamado Vlad. Esta mulher, posteriormente ingressou num mosteiro, onde adotou o nome de Eupráxia. Este irmão de Vlad, ficou conhecido mais tarde como VLAD, O MONGE, por ter seguido a carreira religiosa. Naquela época, todos os filhos de um rei eram considerados legítimos, independente da mulher que os tinha.

Agora vejamos um pouco sobre o pai de Vlad, Vlad Dracul.

Vlad exercia sua autoridade sobre todas as cidades alemãs da região e defendia a Transilvânia de ataques dos turcos. Tal autoridade era recebida do sacro imperador romano Sigismundo de Luxemburgo (educado em Nuremberg por monges católicos). A sua influência política tornou-se mais forte quando em 1431, lançou sua investida como Príncipe da Valáquia e entrou para a Ordem do Dragão, uma fraternidade secreta militar e religiosa, cujo objetivo era proteger a igreja católica contra heresias, criada pelo imperador Sigismundo e sua segunda esposa, Bárbara Von Cilli. Outro objetivo da Ordem, era organizar uma cruzada contra os turcos, que haviam invadido a Península dos Balcãs.
Porém, em um certo período, o lado político de Vlad percebeu que toda a política estava pendendo para o lado do sultão turco Murad II. Sendo assim, traiçoeiramente, assinou um acordo com o sultão turco, contra aqueles ao lado de quem havia lutado: Sigismundo e todos os seus sucessores. Várias vezes, Vlad acompanhou o sultão em ataques por toda a Transilvânia, contra os seus compatriotas transilvanos.

O sultão, sempre desconfiado, armou uma emboscada para Vlad e seus filhos. Vlad foi preso, acusado de deslealdade. Para salvar seu pescoço, o que fez? Deixou na cidade turca como reféns, seus dois filhos: Vlad e Radu. Isso ocorreu em 1442. Os dois meninos ficaram sob prisão domiciliar no palácio do sultão.

Aí é que podemos falar mais sobre Drácula.

Esses anos de cativeiro, foram fundamentais na formação do seu caráter. Drácula passou a desprezar a vida e ter uma baixa estima pela natureza humana. Sabendo que ao menor deslize de seu pai, sua vida lhe seria simplesmente tirada, Drácula aprendeu cedo que em política, a moral é algo totalmente inútil. Aprendeu a língua Turca (a qual sabia como um nativo) e foi aproximado dos prazeres do harém do sultão (já que seu cativeiro não era algo tão restrito assim). Porém, é relatado pelos seus captores que desenvolveu uma reputação de trapaceiro e ardiloso, insubordinando e bruto, inspirando medo aos seus próprios guardas.

Em seu interior, Vlad gravou dois pontos importantes, que se tornaram linhas a serem sempre seguidas: nunca confiar em homem nenhum novamente e a sua sede de vingança. Já seu irmão Radu, de personalidade mais fraca, foi totalmente cativado pelos turcos, tornando-se um aliado em potencial de Murad II.
O pai de Drácula, faleceu em 1447, vítima de uma emboscada por João Hunyadi. O irmão de Drácula, Mircea, foi cegado com ferro em brasa e queimado vivo. Esses dois fatos também fortificaram a sede de vingança de Drácula que fugiu da corte turca em 1448 e após uma tentativa frustrada de tomar o trono Valáquio, fugiu para a Moldávia, governada pelo príncipe Bogdan, cujo filho, Estevão, era primo de Drácula.


Ali, Drácula ficou exilado até 1451, até Bogdan ser brutalmente assassinado. Sendo assim, Vlad, sem alternativas, apresentou-se a João Hunyadi, na Transilvânia. Por interesses políticos mútuos, Drácula e Hunyad se aproximaram de modo que Hunyad foi o último tutor de Drácula. Com ele, Drácula aprendeu muito sobre estratégia antiturca, pois participou de muitas campanhas contra os turcos em regiões que hoje conhecemos por Iugoslávia.

Outra cidade ligada ao nome de Drácula, é Brasov (Kronstadt para os alemães). Dizem que foi em suas colunas que as vítimas de Vlad eram empaladas e deixadas morrerem e apodrecerem ao sol.
Conta-se que em uma destas colinas, Drácula jantou e tomou vinho entre seus cadáveres. Há também uma narrativa russa que fala de um boiardo, que veio para uma festa em Brasov e não aguentando o cheiro do sangue coagulado, fechou suas narinas com os dedos, num gesto de repulsa. Drácula mandou que fosse trazida uma estaca e a exibiu ao visitante dizendo: "Fica ali, bem afastado, onde o mau cheiro não vai incomodar-te". E mandou empalar o boiardo.

É difícil estabelecer estatísticas sobre aquela época, mas segundo relatos alemães, parece que em um de seus saques, quando matou um de seus rivais e empalou TODOS os habitantes da cidade de Amlas, Drácula matou cerca de vinte mil pessoas, entre mulheres, homens, crianças. Isso significa que morreram mais pessoas do que na conhecida NOITE DE SÃO BARTOLOMEU em Paris, um século mais tarde, quando Catarina de Medicis ordenou o massacre dos protestantes na festa de casamento de sua filha Margot com Henrique de Navarra.
Porém, no folclore romeno, Drácula não é considerado totalmente um vilão, ao contrário das tradições alemãs, turcas e algumas russas. Na Valáquia, Vlad é homenageado em baladas populares e lendas camponesas, principalmente nos vilarejos das montanhas que cercam o próprio castelo de Drácula, região onde ele é mais lembrado. Apesar das distorções que ocorrem pelo passar do tempo e a transliteração dos fatos, Vlad é realmente parte importante na reconstrução do passado. Os camponeses se orgulhavam dos feitos militares de Drácula, não importando os métodos por ele utilizados para tanto. O fato dele ter lutado para expulsar os "não-cristãos" parecem aliviar sua culpa pelos empalamentos dos compatriotas.

Fonte de pesquisa: McNALLY, Raymnond T.; FLORESCU, Radu: Em busca de Drácula e outros vampiros; São Paulo: Mercuryo, 1995. (Por: Mary Farah)




O que significa Draculya ou Drácula?

Resposta – Shirlei Massapust do grupo Vampirevich (yahoogrupos) - 27 de novembro de 2000
O sulfixo "a" em romeno/valáquio num nome ou título designa filiação. "Draculya" quer dizer literalmente "Filho de Dracul".
Isso porque o pai de Drácula, Vlad Dracul ingressou na ordem dos cavaleiros Draconis, criada pelo rei Sigismundo e sua mulher Barbara de Cilly. No caso, o alemão "Draconis" ou o valáquio "Dracul" significa "Dragão" que no caso, de acordo com a iconografia da época, é sinônimo de Leviatã. (Aquele mesmo dragão alquímico que aparece sendo primeiro pisado pelo cavalo do rei Salomão - por volta do séc. IV d.C. - mais tarde por Jesus depois, na idade média, pelo arcanjo Miguém, São Jorge, São Bartolomeu, etc.)

Onde Drácula viveu?

Resposta Shirlei Massapust para Adriano Siqueira
quinta-feira, 4 de outubro de 2001

Essa mensagem é da minha 'colega' Elizabeth Miller (uma das presidentes da
TSD).
Eu traduzo pra ti ;)

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Do you know where did Dracula lived?
Is Bran Castle the Castle where he lived?>>

Marge perguntou: "Você sabe onde Drácula viveu? O Castelo de Bram é onde ele viveu?"

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Creio que você está perguntando sobre o Drácula histórico - Vlad. Não há evidência de que algum dia ele tenha estado no castelo de Bran. Ele pode ter visitado, mas certamente não viveu ali. Ele construíu um castelo em Poenari que usou durante a invasão turca de 1462 - que está atualmente em ruínas, não podendo ser visitado.

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O Drácula vampiro da novela de Stoker tinha seu castelo no Passo Borgo – bem longe de onde o do Vlad está localizado. Não há, evidentemente, nenhum castelo no Passo Borgo - isto é ficção - mas lá há um hotel [chamado]
"Castle Dracula"!










 

Sobre “A ordem do Dragão”


Baseado nos templários, A Ordem do Dragão era uma ordem católica (cristã),  Os membros juravam defender a fé e o país lutando contra os turcos e outras heresias. O emblema era um dragão que pode ser traduzido como diabo, vem de dracae que significa hidra ou serpente, é parecido com o ouroboros a serpente entrelaçada que morde a própria cauda, a diferença é que ao invés de morder a cauda o dragão é enforcado por ela.


Segue abaixo mais informações sobre está ordem

Enviado por Shirlei Massapust em 1 de outubro de 2001


            Segundo Elizabeth Miller, a Ordem do Dragão (“Drachenordens” em alemão e “Societatis draconistrarum” em latim) foi uma instituição, similar a outras ordens cavalheirescas do tempo, modeladas na Ordem de São Jorge (1318). Foi criada em 1408 pelo sacro imperador romano Sigismund (quando era rei da Hungria) e sua rainha Bárbara Cilli, principalmente com o propósito de ganhar a proteção para a família real. De acordo com seu estatuto (que sobrevive em uma cópia datada 1707), a ordem também requeria a seus novatos defender a cruz e batalhar contra seus inimigos, principalmente Turcos. A ordem original compreendeu vinte e quatro membros da nobreza, incluindo algumas figuras notáveis como o rei Afonso de Aragão [será que é parente do Fernão de Aragão???!!! Se for acho que isso ajuda a explicar o "dragão" empalado decorando as armas dos Mello e Castro num desenho se São Bartolomeu...] e Nápoles, e Stefan Lazarevic de Sérvia.
             A dupla de historiadores Raymond McNally e Radu Florescu diz que «o imperador germânico Sigismundo de Luxemburgo e sua segunda mulher, Bárbara von Cilli, haviam fundado a Ordem do Dragão como uma fraternidade secreta militar e religiosa com o fim de proteger a Igreja Católica contra heresias... e organizar uma cruzada contra os turcos que haviam invadido grande parte da península balcânica.» (Em Busca de Drácula e outros Vampiros. Ed. Mercuryo.)

        Daqui da para ter uma idéia da situação política da época:


DATA

EVENTO

1408
A Ordem do Dragão (“Drachenordens” em alemão e “Societatis draconistrarum” em latim) foi uma instituição, similar a outras ordens cavalheirescas do tempo, modeladas na Ordem de São Jorge (1318). Foi criada em 1408 pelo sacro imperador romano Sigismund (quando era rei da Hungria) e sua rainha Bárbara Cilli, principalmente com o propósito de ganhar a proteção para a família real. De acordo com seu estatuto (que sobrevive em uma cópia datada 1707), a ordem também requeria a seus novatos defender a cruz e batalhar contra seus inimigos, principalmente Turcos. A ordem original compreendeu vinte e quatro membros da nobreza, incluindo algumas figuras notáveis como o rei Alfonso de Aragon e Nápoles, e Stefan Lazarevic de Sérvia.
1409
João Huss (c. 1369-1415) foi nomeado reitor da Universidade de Praga. Sua política nacionalista, que pregava um sentimento anti alemão, era politicamente vantajosa para a monarquia boêmia e culminou no êxodo alemão da universidade.
1410
Huss viu-se alvo da suspeita de heresia e foi excomungado em conseqüência de seu protesto contra a queima dos livros do reformador inglês Wycliffe pelo arcebispo de Praga.
1411
Huss continuou sendo muito popular e pregando o que levou Praga a ser colocada sobre iterdição.
1412
Huss foi compelido a abandonar Praga e compôs sua maior obra, De Ecclesia.
1414-18
Decidido a acabar com o Grande Cisma da Igreja latina (1378-1417), Sigismundo forçou João XXIII a convocar um concílio ecumênico que teve lugar em Constança (1414-18). Uma das questões essenciais a solucionar em Constança era a extirpação da heresia, sobretudo a heresia hussita.
1414
Huss aceitou uma oferta de salvo-conduto feita por Sigismundo e viajou para Constança (1415) onde foi aprisonado, submetido a julgamento, condenado por heresia e queimado em auto-de-fé (6 de julho de 1415), inflamando assim o nacionalismo boêmio e originando guerras hussitas.
1422
Isabel (1409-1442), filha de Bárbara de Cilli, casou-se com o imperador habsburgo Alberto II.
1422
Fracasso do sítio de Constantinopla pelos turcos.
1427
Domínio turco da Sérvia
1430
Sigismundo de Luxemburgo obteve o controle da Alemanha após a morte de Rupert em 1430 e da abdicação de seu meio-irmão Venceslau.
8/02/1431
Sigismundo chamou à cidade de Nuremberg um número de príncipes e vassalos que considerou útil para alianças políticas e militares. (Entre eles o rei Ladislau da Polônia e os príncipes Vlad Dracul, da Valáquia e Lazarevic da Sérvia). Seu objetivo primário era iniciar o grupo na Ordem do Dragão.
1436
Primeiro reinado de Vlad Dracul na Valáquia (1436-42).
1437
Morte do Rei Segismundo.
1437
Ao ficar viúva Bárbara de Cilli pretendeu casar-se novamente com Ladislao, rei da Polônia e depois da Hungria, mas aquele recusou sua mão.
1440
Fracasso do sítio de Belgrado pelos turcos.
1442-43
Vitórias de João Hunyadi sobre os turcos na Transilvânia e na Valáquia.
1443
Dois filhos de Vlad Dracul (Vlad III e Radu, o Belo) tornam-se reféns do Império Otomano.
1443-44
A "longa campanha" de Hunyadi no Império Otomano.
1444
A Cruzada de Varna (os prisioneiros Vlad III e Radu correm perigo de morte)
1445
A campanha da frota borgonhesa no Danúbio.
1446
O sultão Murad II invade a Grécia. Mistra torna-se estado vassalo dos turcos.
1447
Vlad Dracul e seu filho Mircea são assassinados.
1448
Vitória turca sobre Hunyadi em Kossovo. Domínio turco nos Balcãs, exceto na Albânia.
1448
Primeiro reinado de Vlad III na Valáquia.
1451
Bárbara de Cilli voltou ao trono como Imperatriz da Alemanha.
1453
Tomada de Constantinopla pelos turcos. Morte de Constantino XI, último imperador do Sacro Império Cristão do Oriente.
1456
Fracasso do sítio de Belgrado pelos turcos. Morte de João Hunyadi. A Moldávia para tributo aos turcos.
1456
Vlad III começa seu segundo e maior reinado na Valáquia.
1457
O primo de Vlad III, Estêvão o Grade (Santo Estêvão) torna-se príncipe da Moldávia. Vitórias de Escanderbeg sobre os turcos, na Albânia.
1458
Os turcos conquistam Atenas. Matias Corvinus torna-se rei da Hungria.
1460
Os turcos conquistam Mistra e Tebas.
1461
Tomada de Trebizonda pelos turcos.
1462
Campanha turca contra a Valáquia.
1463-65
Os turcos invadem a Bósnia e a Herzegóvina.
1468
Morte de Escanderbeg.
1474
Liberdade de Vlad III assegurada pelo rei Matias.
1475
O Cã tártaro da Criméia torna-se vassalo dos turcos. Campanha húngara na Bósnia. Matias dá um comando militar a Drácula.
1476
Terceiro reinado de Drácula na Valáquia começa em novembro; termina em dezembro quando ele é morto em uma batalha perto de Bucareste.


Ordem do Dragão

Elizabeth Miller (Tradução: Shirlei Massapust - 1 de outubro de 2001)

 

A Ordem do Dragão (“Drachenordens” em alemão e “Societatis draconistrarum” em latim) foi uma instituição, similar a outras ordens cavalheirescas do tempo, modeladas na Ordem de São Jorge (1318). Foi criada em 1408 pelo sacro imperador romano Sigismund (quando era rei da Hungria) e sua rainha Bárbara Cilli, principalmente com o propósito de ganhar a proteção para a família real. De acordo com seu estatuto (que sobrevive em uma cópia datada 1707), a ordem também requeria a seus novatos defender a cruz e batalhar contra seus inimigos, principalmente Turcos. A ordem original compreendeu vinte e quatro membros da nobreza, incluindo algumas figuras notáveis como o rei Alfonso de Aragon e Nápoles, e Stefan Lazarevic de Sérvia.
Em 1431, Sigismundo chamou à cidade de Nuremberg um número de príncipes e vassalos que considerou útil para alianças políticas e militares. Seu objetivo primário era iniciar o grupo na Ordem do Dragão. Um destes era Vlad (pai de Vlad o Empalador), um pretendente ao trono do principado da Valáquia (parte agora da moderna Romênia), que naquele tempo estava servindo em Sighisoara como comandante da fronteira que guarda os passos das montanhas da Transilvânia, na Valáquia, da incursão inimiga. Quando em Nuremberg, Vlad recebeu também a garantia Sigismund de apoiar sua reivindicação ao trono da Valáquia. Mas seriam outros cinco anos antes que a ambição pudesse ser realizada.
A Ordem do Dragão adotou como seu símbolo em 1408 a imagem de um dragão circular com sua cauda enrolada em torno de seu pescoço. Em sua parte traseira, da base de seu pescoço à sua cauda, estava a cruz vermelha de St. George no fundo de um campo de prata. Com a expansão da ordem, outros símbolos foram adotados, todas as variações no tema do dragão e cruz. Por exemplo, uma classe da Ordem usou um dragão que está sendo estrangulado com uma cruz drapejada através de sua parte traseira; outros apresentam uma cruz perpendicular a um dragão cunhado com uma inscrição acima “O quam misericors est Deus” (vertical) e “Justus et paciens” (horizontal). Outros emblemas da ordem incluíram um colar e um selo, cada um com uma variante do motivo do dragão.
 Vlad era obviamente orgulhoso desta investidura. Mais tarde teve as moedas cunhadas que mostram em um lado um dragão voado. Seus brasões pessoais também incorporaram um dragão. Em todos estes casos, o dragão pretendeu-se fazer uma imagem favorável, retirado da iconografia medieval na qual o dragão representa a Besta do Apocalipse (Satã) que é morto pelas forças do bom (Cristianismo). Vlad adotou o mote “Dracul” em referência a sua indução na ordem. A palavra “dracul” tem suas origens no latim “draco”, significando “O Dragão”.
Seu filho Vlad (mais conhecido como Vlad o Empalador) usou o mote “Drácula” no contexto de “filho de Dracul” ou “filho daquele que foi membro da Ordem do Dragão”. Uma vez que foi usado anteriormente como um título de honra. Em um número de ocasiões, Vlad (o Empalador) assinou originais usando o nome. A palavra “dracul”, entretanto, possuía um segundo significado (“diabo”) que foi aplicado a membros da família Drácula por seus inimigos e possivelmente também por camponeses supersticiosos. Era este segundo significado que encontra-se na obra de William Wilkinson An Account of the Principalities of Wallachia and Moldavia (1820), o livro em que Bram Stoker encontrou o nome “Drácula”. Não há nenhuma evidência que Stoker soubesse sobre a Ordem do Dragão.
Após a morte de Sigismundo em 1437, a Ordem do Dragão perdeu muito de sua proeminência, embora sua iconografia fosse retida nos brasões de diversas famílias nobres.
 Para informação adicional sobre a Ordem do Dragão:
 Radu Florescu & Raymond McNally, Dracula: Prince of Many Faces (Boston: Little, Brown, 1989), pp 40-42.
 Constantin Rezachevici, “From the Order of the Dragon to Dracula”. Journal of Dracula Studies (Number 1, 1999), pp 3-7.

A história do Vlad em quadrinhos.
Coleção: Adriano Siqueira


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vlad III, o Empalador






Vlad III
Príncipe da Valáquia
caption
Retrato de Vlad III, datado por volta de 1560
Reinado 1448; 14561462; 1476
Nascimento 1431

Sighişoara, Transilvânia
Flag of Hungary (1867-1918).svg Reino da Hungria
Morte 1476

Bucareste, Valáquia
Antecessor Vlad II Dracul
Basarab Laiotă cel Bătrân
Sucessor Vlad II Dracul
Radu o Belo
Basarab Laiotă cel Bătrân
Esposas Ilona Szilágyi
Filhos Mihnea cel Rău
Pai Vlad II Dracul
Mãe Princesa Cneajna da Moldávia

Vlad III, Príncipe da Valáquia (Sighişoara, c. 1431Bucareste, dezembro de 1476), comumente conhecido como Vlad, o Empalador (em romeno: Vlad Ţepeş, AFI[ˈvlad ˈt͡sepeʃ]) ou Drácula, foi príncipe (voivoda) da Valáquia por três vezes, governando a região em 1448, de 1456 a 1462 e em 1476.
Historicamente Vlad é mais conhecido por sua política de independência em relação ao Império Otomano, cujo expansionismo sofreu sua resistência,[1] e pelas punições excessivamente cruéis que impunha a seus prisioneiros.[2] É lembrado por toda a região como um cavaleiro cristão que lutou contra o expansionismo islâmico na Europa, e é um herói popular na Romênia e na República da Moldávia ainda hoje.
Ao mesmo tempo em que Vlad III se tornou famoso por seu sadismo, era respeitado pelos seus cidadãos como guerreiro, por sua ferocidade contra os turcos, e como governante que não tolerava o crime entre sua gente. Durante seu reinado, ergueu grandes mosteiros.
Fora da Romênia, o voivoda é célebre pelas atrocidades contra seus inimigos, que teriam sido a inspiração para o conde Drácula, vampiro de Drácula, romance de 1897 do escritor irlandês Bram Stoker.[3]
Após a invasão de Valáquia pela Hungria, em 1447 Vlad II e seu filho mais velho, Mircea, foram assassinados. Em 1456, Vlad Tepes retornou à região e retomou controle das terras, assumindo novamente o trono de Valáquia. Esse retorno tardio de Vlad III teria confundido os moradores da região, que pensaram ser Vlad II retornando anos depois de sua morte. Isso teria ajudado a criar a lenda de sua imortalidade.
Em 1462, Vlad Tepes perdeu o trono para seu irmão Radu, que havia se aliado aos turcos. Preso na Hungria até 1474, Vlad III morreu dois anos depois, ainda tentando recuperar o trono de Valáquia.
Vlad III foi exilado de suas terras por um breve período em 1448, de 1456 a 1462 e por duas semanas no ano de sua morte (1476).

Índice

[esconder]

Nomes

Seu sobrenome romeno, Dracula (também grafado Draculea e Drakulya), usado para designar Vlad em diversos documentos, significa "filho do dragão", e refere-se a seu pai, Vlad Dracul, que recebeu este apelido de seus súditos após ter se juntado à Ordem do Dragão[4] uma ordem religiosa criada pelo sacro imperador romano-germânico Sigismundo no ano de 1431. Dracul, que vem do latim draco ("dragão"), significa "diabo" no romeno atual.
Seu apelido post-mortem de Ţepeş ("Empalador") teve origem em seu hábito de matar inimigos através do empalamento, uma prática popularizada por diversos panfletos medievais na Transilvânia. Em turco era conhecido como Kazıklı (AFI[kɑzɯkˈɫɯ]) Voyvoda ou Kazıklı Bey, "Bey" ou "Príncipe Empalador".

Antigos reis de Valáquia

O trono de Valáquia era hereditário, mas não seguia a lei do primogênito. Os nobres tinham o direito de escolher entre os membros da família real quem seria o sucessor. A família real dos Basarab, fundada por Basarab, o Grande (1310-1352), dividiu-se por volta do final do século XIV. Os dois clãs resultantes, rivais entre si, foram formados pelos descendentes do Voivoda Dan e pelos descendentes do Voivoda Mircea cel Bătrân, também conhecido por Mircea, o Velho (avô de Vlad III).

Sobre a vida de Vlad III

Infância e adolescência

Vlad nasceu em 1431 na Transilvânia. Naquela época, o pai de Draculea, Vlad II, estava exilado na Transilvânia. Vlad Dracul estava tentando conseguir apoio para seu plano de destronar o príncipe regente da Valáquia, do Clã Danesti, Alexandru I. A casa onde Draculea nasceu ainda está de pé nos dias de hoje. Em 1431 estava localizada numa próspera vizinhança cercada pelas casas de mercadores saxões e magiares, e pelas casas dos nobres (Nota: essas casas geralmente eram utilizadas quando os nobres ficavam na cidade, pois os nobres moravam no campo).
Sabe-se pouco sobre os primeiros anos da vida de Draculea. É sabido que ele teve um irmão mais velho chamado Mircea e um irmão mais novo chamado Radu. Sua educação primária foi deixada nas mãos de sua mãe, uma nobre da Transilvânia, e de sua família. Sua educação real começou quando em 1436 seu pai conseguiu clamar para si o trono valaquiano matando seu príncipe rival do Clã Danesti, Alexandru I. Seu treinamento foi o típico dado para os filhos da Nobreza pela Europa. Seu primeiro tutor no aprendizado para a Cavalaria foi dado por um guerreiro que lutou sob a bandeira de Enguerrand de Courcy na batalha de Nicolopolis contra os Turcos. Draculea aprendeu tudo o que era demandado a um Cavaleiro Cristão sobre guerra e paz.

Ascensão de Vlad Dracul ao trono (1436-1442)

A situação política na Valáquia continuou instável depois de Vlad Dracul ascender ao trono em 1436. O poder dos Turcos estava crescendo rapidamente enquanto cada um dos pequenos estados dos Bálcãs se rendiam ao massacre dos Otomanos. Ao mesmo tempo o poder da Hungria estava atingindo seu apogeu e o faria durante o tempo de João Corvino (Hunyadi János), o Cavaleiro Branco da Hungria, e seu filho, o rei Matias Corvino. Qualquer príncipe da Valáquia teria que balancear suas políticas precariamente entre esses dois poderosos países vizinhos. O príncipe da Valáquia era oficialmente um subordinado ao rei da Hungria. Também Vlad Dracul era um membro da Ordem do Dragão, tendo jurado lutar contra os infiéis. Ao mesmo tempo o poder dos Otomanos parecia não poder ser detido. Mesmo no tempo do pai de Vlad II, Mircea, o Velho, a Valáquia era forçada a pagar tributo ao Sultão. Vlad foi forçado a renovar esse tributo e de 1436 - 1442 tentou estabelecer um equilíbrio entre seus poderosos vizinhos.

Vlad Ţepeş
Em 1442 Vlad tentou permanecer neutro quando os turcos invadiram a Transilvânia. Os Turcos foram vencidos e os vingativos húngaros, sob o comando de Hunyadi János forçaram Dracul e sua família a fugir da Valáquia. Hunyadi colocou um Danesti, Basarab II, no trono valaquiano. Em 1443 Vlad II retomou o trono da Valáquia com suporte dos Turcos, desde que ele assinasse um novo tratado com o Sultão que incluiria não apenas o costumeiro tributo, além de outros favores. Em 1444, para assegurar ao sultão de sua boa fé, Vlad mandou seus dois filhos mais novos para Adrianopla como reféns. Draculea permaneceu refém em Adrianopla até 1448.
A cruzada de Varna
Em 1444 o rei da Hungria, Ladislas Poshumous, quebrou a paz e enviou o exército de Varna sob o comando de João Corvino (Hunyadi János) num esforço para manter os turcos longe da Europa. Hunyadi ordenou que Vlad II cumprisse seus deveres como membro da Ordem do Dragão e súdito da Hungria e se juntasse à cruzada contra os Turcos. O Papa absolveu Dracul do compromisso Turco, mas, como político, ainda queria alguma coisa. Ao invés de se unir às forças cristãs pessoalmente ele mandou seu filho mais velho, Mircea. Talvez ele esperasse que o sultão poupasse seus filhos mais novos se ele pessoalmente não se juntasse à cruzada.
Os resultados da Cruzada de Varna são bem conhecidos. O exército cristão foi completamente destruído na Batalha de Varna. João Hunyadi conseguiu escapar da batalha sob condições que acrescentaram pouca glória à reputação dos Cavaleiros Brancos. Muitos, aparentemente incluindo Mircea e seu pai, culparam Hunyadi pela covardia. Deste momento em diante João Hunyadi foi amargamente hostil em relação a Vlad Dracul e seu filho mais velho. Em 1447 Vlad Dracul foi assassinado juntamente com seu filho Mircea. Aparentemente Mircea foi enterrado vivo pelos burgueses e mercadores de Targoviste. Hunyadi colocou seu próprio candidato, um membro do clã Danesti, no trono da Valáquia.

Ascensão de Vlad Ţepeş ao trono (1448)

Em 1448 Draculea conseguiu assumir o trono valaquiano com o apoio turco. Porém, em dois meses Hunyadi forçou Draculea a entregar o trono e fugir para seu primo, o príncipe da Moldávia, enquanto Hunyadi mais uma vez colocava Vladislav II no trono valaquiano.
Draculea permaneceu em exílio na Moldavia por três anos, até que o Príncipe Bogdan da Moldávia foi assassinado em 1451. O tumulto resultante na Moldávia forçou Draculea a fugir para a Transilvânia e buscar proteção com o inimigo da sua família, Hunyadi. O tempo era ideal; o fantoche de Hunyadi no trono valaquiano, Vladislov II, instituiu uma política a favor da Turquia, e Hunyadi precisava de um homem mais confiável na Valáquia. Consequentemente, Corvino aceitou a aliança com o filho de seu velho inimigo e colocou-o como candidato da Hungria para o trono da Valáquia. Draculea se tornou súdito de Hunyadi e recebeu os antigos ducados da Transilvânia de seu pai, Faragas e Almas. Draculea permaneceu na Transilvânia, sob a proteção de Hunyadi, até 1456 esperando por uma oportunidade de retomar Valáquia de seu rival.
Em 1453 o mundo cristão se chocou com a queda final da Constantinopla para os Otomanos. O Império Romano do Leste que existiu desde o tempo de Constantino, o Grande e que por mil anos protegeu o resto dos cristãos do Islã não existia mais. Hunyiadi imediatamente planejou outro ataque contra os Turcos.

Vlad Ţepeş retorna ao trono (1456-1462)

Em 1456 Hunyadi invadiu a Sérvia turca enquanto Draculea simultaneamente invadiu a Valáquia. Na Batalha de Belgrado Hunyadi foi morto e seu exército vencido. Enquanto isso, Draculea conseguiu sucesso em matar Vladislav II e tomando o trono da Valáquia, mas a derrota de Hunyadi tornou a sua proteção por parte deste questionável. Por um tempo ao menos Draculea foi forçado a apoiar os Turcos enquanto solidificava sua posição.
O reinado principal de Draculea se estendeu de 1456 a 1462. Sua capital era a cidade de Tirgoviste enquanto seu castelo foi erguido a uma certa distância nas montanhas perto do rio Arges.
A maior parte das atrocidades associadas ao nome de Draculea tomaram lugar durantes esses anos. Foi também durante esse tempo que ele lançou seu próprio ataque contra os Turcos. Seu ataque foi relativamente bem sucedido inicialmente. Suas habilidades como guerreiro e sua bem conhecida crueldade fizeram dele um inimigo temido. Entretanto, ele recebeu pouco apoio do seu senhor feudal, Matthius Corvinus, Rei da Hungria (filho de João Hunyadi) e os recursos valaquianos eram muito limitados para alcançar algum sucesso contra o conquistador da Constantinopla.

Vlad Tepes aprisionado (1462-1474)

Os Turcos finalmente foram bem sucedidos em forçar Draculea a fugir para a Transilvânia em 1462. Foi reportado que a primeira esposa de Draculea cometeu suicídio pulando das torres do castelo de Draculea para as águas do rio Arges ao invés de se render aos Turcos. Draculea fugiu pelas montanhas em direção à Transilvânia e apelou para Matthius Corvinus por ajuda. Ao invés disso, o rei prendeu Draculea e o aprisionou numa torre por 12 anos.
Aparentemente seu aprisionamento não foi nem um pouco oneroso. Ele foi capaz de gradualmente ganhar as graças da monarquia húngara; tanto que ele conseguiu se casar e tornar-se um membro da família real (algumas fontes clamam que a segunda esposa de Draculea era na verdade a irmã de Matthius Corvinus). A política a favor dos Turcos do irmão de Draculea, Radu, o Belo, que foi o príncipe da Valáquia durante a maior parte do tempo que Draculea foi prisioneiro, provavelmente foi um fator importante na reabilitação de Draculea. Durante seu aprisionamento Draculea também renunciou à fé Ortodoxa e adotou o Catolicismo. É interessante notar que a narrativa russa dessas histórias, normalmente favoráveis a Draculea, indicavam que mesmo durante sua prisão Draculea não desistiu de seu passa-tempo preferido: ele costumava capturar pássaros e camundongos que ele torturava e mutilava - alguns eram decapitados, esfolados e soltos, e muitos eram empalados em pequenas lanças.

 Vlad Tepes volta ao trono valaquiano, pela última vez (1476)

O tempo exato do tempo de captura de Draculea é aberto para debates. Os panfletos russos indicam que ele foi prisioneiro de 1462 até 1474. Entretanto, durante esse tempo Draculea se casou com um membro da família real húngara e teve dois filhos que já tinham por volta de dez anos quando ele reconquistou a Valáquia em 1476. McNally e Florescu colocaram que o período de confinação de Draculea foi de 1462 a 1466. É pouco provável que um prisioneiro poderia se casar com um membro da família real. Correspondência diplomática durante o período em questão também parece apoiar a teoria de que o período real do confinamento de Draculea foi relativamente pequeno.
Aparentemente nos anos entre sua libertação em 1474 quando ele começou as preparações para a reconquista da Valáquia, Draculea viveu com sua nova esposa na capital húngara. Uma anedota daquele período conta que um capitão húngaro seguiu um ladrão dentro da casa de Draculea. Quando Draculea descobriu os intrusos ele matou o capitão ao invés do ladrão. Quando Draculea foi questionado sobre suas atitudes pelo rei ele respondeu que um cavalheiro não se apresenta a um grande governante sem as corretas introduções - se o capitão tivesse seguido a etiqueta não teria sofrido a ira do príncipe.
Em 1476 Draculea mais uma vez estava pronto para atacar. Draculea e o príncipe István Báthory invadiram a Valáquia com uma força mista de transilvanianos, alguns burgueses valaquianos insatisfeitos e um contingente de moldávios enviados pelo primo de Draculea, Príncipe Estêvão , o Grande da Moldávia. O irmão de Draculea, Radu, o Belo, havia morrido alguns anos antes e substituído por um candidato ao trono apoiado pelos Turcos, Basarab, o Velho, membro do clã Danesti. Enquanto o exército de Draculea se aproximava, Basarab e sua corte fugiram, alguns buscando proteção dos Turcos, outros para os abrigos das montanhas. Depois de colocarem Draculea de volta ao trono Stephan Bathory e as outras forças de Draculea voltaram à Transilvânia, deixando a posição tática de Draculea muito enfraquecida. Draculea teve muito pouco tempo para ganhar apoio antes de um grande exército turco invadisse a Valáquia determinado a devolver o trono a Basarab. Aparentemente mesmo os plebeus, cansados das depredações do empalador, abandonaram-no à sua própria sorte. Draculea foi forçado a lutar contra os Turcos com pequenas forças à sua disposição, algo em torno de menos de quatro mil homens.
Draculea foi morto em batalha contra os turcos perto da pequena cidade de Bucareste em dezembro de 1476. Algumas fontes indicam que ele foi assassinado por burgueses valaquianos desleais quando ele estava prestes a varrer os Turcos do campo de batalha. Outras fontes dizem que Draculea caiu vencido rodeado pelos corpos dos leais guarda-costas (as tropas cedidas pelo Príncipe István da Moldávia permaneceram com Draculea mesmo após István Báthory ter voltado à Transilvânia). Outra versão é a de que Draculea foi morto acidentalmente por um de seus próprios homens no momento da vitória.
O corpo de Draculea foi decapitado pelos Turcos e sua cabeça enviada à Constantinopla, onde o Sultão a manteve em exposição em uma estaca como prova de que o Empalador estava morto.
Ele foi enterrado em Snagov, uma ilha-monastério localizada perto de Bucareste. Em 1931, quando arqueólogos escavaram o túmulo, não encontraram nada, apenas ossos de animais, o que contribuiu para o mistério.

Atos de Tortura e Crueldade

Vlad Tepes também era conhecido por sua crueldade, tanto com seus súditos, quanto contra seus inimigos. Referindo-se ao seu título, O Empalador, Tepes era assíduo adepto dessa prática.
Segundo pesquisas, comprova-se que houve situações em que Tepes mandava empalar famílias inteiras, e usava seus principais métodos de tortura contra os soldados de tropas inimigas.[carece de fontes?]
Outra situação conta que mensageiros de Mehmed II foram à corte de Tepes. O mesmo ordenou que eles tirassem seus turbantes. Contudo eles se recusaram em referência ao respeito de sua cultura. Com isso, Tepes ordenou que pregassem os turbantes nas cabeças dos mensageiros.[carece de fontes?]

Ver também

Referências